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Mostrando postagens de setembro, 2010

E AGORA, MARIA?

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O emprego se foi a grana acabou e agora, Maria?      O marido se foi      o amor acabou      e agora, Maria?           O vestido a traça comeu           o sapato o salto quebrou           e agora, Maria?                A chuva chegou                o guarda-chuva furou                e agora, Maria?                     Na praia Maria chegou                     o sol não ficou                     e agora, Maria?                          O amor voltou                          a chuva passou                          agora sim, Maria!                              (Mima Badan)

O PRIMEIRO NAMORADO DE MARIA

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Maria conheceu Pedro quando eram quase adolescentes. Estudavam no mesmo colégio, na mesma classe. Desde o primeiro dia de aula trocaram olhares, ficaram amigos. Pedro, muito educado, muito atencioso, esperava por Maria no final das aulas, carregava seus livros e a acompanhava até o ponto de ônibus. Despediam-se com alegria, pois sabiam que no outro dia se reencontrariam. Aos domingos iam à matinê, sempre de mãos dadas, trocando carinhos e beijos às escondidas do lanterninha do cinema. Mas, um dia Maria recebeu de seu pai a notícia que teriam que mudar de cidade – novo emprego, nova casa... E agora? pensou Maria, como vou poder viver longe de Pedro? Achou que morreria... A despedida foi triste – o dia amanheceu nublado, com cara amarrada... parecia querer acompanhar a dor de Maria. Pedro também estava inconsolável – nos braços de Maria chorou e fez juras de amor. Ele só se acalmava um pouco quando pegava o violão, e tocava as canções prediletas de Maria. Prometera

A CHEGADA DE DUAS BRASILEIRINHAS

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Célia está grávida. Está feliz. Maria está grávida. Está preocupada. Célia faz exames, compra enxoval. Maria não consegue fazer os exames - não tem médico no posto. Enxoval? Vai aproveitar algumas roupinhas dos outros filhos. O marido de Célia está feliz com a gravidez de sua mulher. Está tranquilo - tem plano de saúde, apartamento grande e logo o quarto do bebê estará pronto. O marido de Maria está feliz com a gravidez de sua mulher. Está preocupado - o barraco é pequeno e não imagina como vão acomodar o bebê. O primeiro filho de Célia está enciumado com a chegada de um irmão. Os outros filhos de Maria já se habituaram com a chegada de mais um irmão. Célia fica sabendo que terá uma menina - ela se chamará Mariana. Maria não sabe, mas ela também terá uma menina. É hora de as meninas chegarem ao mundo! Célia, acompanhada do marido, da mãe, da irmã e da sogra seguem para o hospital. Célia é calmamente acomodada em um apartamento, o médico a examina - está tudo mui

PROMESSAS

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Se eu for eleito não haverá mais fome Maria acredita Maria tem esperança Se eu for eleito não haverá mais doença Maria acredita Maria tem fé Se eu for eleito não haverá mais sem-teto Maria acredita Maria quer casa Se eu for eleito não haverá mais... Não haverá mais... Maria quer crer Ele foi eleito Maria acreditou ele não cumpriu Maria lamentou A esperança de Maria a fé de Maria a casa de Maria ele levou Maria chorou. (Mima Badan) http://www.slideshare.net/mimabadan/promessas-mima-badan

MINHA CRIANÇA

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Sempre é um bom momento pra me lembrar da criança que fui... Meu apelido, Mima, dado por meu irmão, bem que combina com o que fui quando meninazinha... mimada... Claro, primeira neta das duas famílias, só podia dar nisso mesmo... Me lembro do quanto fui paparicada, acarinhada pelas vovós, titias, titios e até por uma bisa com quem convivi só um pouquinho; o biso sim, um lindo italiano de olhos claros, bochechas rosadas convivi em muitas férias lá no interior, e dele tenho boas lembranças... Papai e mamãe então, era uma paparicação só... Nunca fui uma criança de gostar de brincadeiras de pega-pega, esconde-esconde, sabe essas brincadeiras que as crianças ficam sujas, suadas... odiava!!! Preferia muito mais as bonecas, os cadernos de desenho e os livros, muitos livros... Esses sim sempre foram meus grandes amigos, com quem viajava pra longe, conhecia príncipes, princesas, voava até... Era uma garotinha sonhadora... como sonhava:

VOU PLANTAR

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Vou plantar uma árvore uma árvore que dê flores uma árvore que dê frutos uma árvore que dê sombra Vou plantar uma semente uma semente que dê filho um filho que dê alegria uma alegria que dê felicidade Vou plantar um amor um amor que seja só meu só meu um amor bonito amor bonito que seja só meu Vou plantar um livro um livro que me faça viajar viajar pela emoção emoção de poeta que fala de amor. Vou plantar um sorriso um sorriso que tira tirsteza tristeza do menino doente menino que quer voltar a correr. (Mima Badan) http://www.slideshare.net/mimabadan/vou-plantar-mima-badan

DÁ UMA SAUDADE...

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Saudades da mãe a gente tem sempre mas, tem épocas em que ela, a saudade, chega de mansinho, vai tomando conta das nossas emoções e o pensamento voa para longe, para o passado. E nesses voos volto a ser criança pedindo colo, leite, atenção, carinho... Volto a querer aquela mulher só para mim, sem dividir com mais ninguém. Um carinho, um abraço... Só meu... Nesses voos brinco com ela no quintal, coloco roupa limpa cheirando gostoso e como aquela torta de banana que só ela sabia fazer. Voando mais um pouco viro adolescente – com dúvidas, reclamos, sonhos... Levo bronca, brigo com ela, que faz cara feia, fica triste mas logo está a me acarinhar... Chega o dia do meu casamento e o pensamento fica martelando: como ficar longe dela? O que fazer quando os problemas chegarem e ela não estiver por perto? Ela então responde: Filha, você agora é uma adulta!!! Será que sou mesmo? Meus filhos vão chegando, as dúvidas, os medos chegam também, afinal, como lidar com essa gen

MEU PAI, UM PESCADOR

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Nasci vendo meu pai arrumando suas tralhas de pescaria: varas, anzóis, linhas e tarrafas. Sempre que podia, entre uma viagem e outra, lá estava ele se preparando para uma pescaria. Sua alegria era a mesma alegria de um menino querendo brincar... E a brincadeira, a alegria sempre fez parte de sua vida. O entusiasmo, a felicidade da pescaria com seus irmãos, com seus amigos era uma festa! Quando eu era pequenininha, muitas vezes era acordada quando o sol nem tinha aberto os olhos e lá íamos nós para mais uma pescaria. E, nessas pescarias cai várias vezes no rio – do barranco e do barco – ficava com muito medo mas à espera de uma nova pescaria, que sempre chegava... O gostoso era também vê-lo limpando os peixes, com o cuidado e o carinho de quem limpa uma jóia muito preciosa... Delicioso era sentir o cheiro bom dos peixes fritando, depois de terem sido passados pelo fubá... Nunca mais comi peixes tão gostosos... Depois ele ficava contando como foi a pescaria, o qua